quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Resenha #23 - Ligeiramente Casados


Autor (a): Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2014
Gênero: Ficção/ Romance de Época

Sinopse: À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial
superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse "Custe o
que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para
cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem
generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.
Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias.
Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a ele, para sua carreira militar.
Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...

Nota: 5/5


Olá amadinhos,

     Mary Balogh é uma incrível romancista de época, cujas obras são ao mesmo tempo cativantes e viciantes, apesar das mesmas possuírem algumas das características clichês deste tipo de livro (como o boy magia que é um verdadeiro mulherengo com uma aversão tremenda para casamentos, mas que
acaba se rendendo aos encantos únicos da protagonista; salões de baile, saraus, encontros furtivos pelos jardins, aquela víborazinha que quer separar o casalzinho a todo custo, diferenças de classes sociais, etc, etc, etc.);  é maravilhoso quando vemos esses mesmos elementos característicos que formalizam um romance de época, sendo apresentados de maneiras diferentes, que leva nós leitores a
nem se lembrar quantos outros livros deste tipo já lemos anteriormente, e ainda faz você se encantar pelos mesminhos clichês que dizia já estar cansada de ler por aí (quem nunca, né meu povo?).
     Os livros da tia Balogh possuem um mix de amor e humor, tudo na dosagem certa, o que foi um verdadeiro achado (um muitíssimo gratificante por sinal); assumo para vocês que sou fã de carteirinha deste tipo de obra, e já acompanhava algumas autoras há algum tempo, mas confesso que ainda não havia lido nenhum livro de Mary Balogh até o ano passado quando a queridíssima editora arqueiro comprou o direito de publicação da série Os Bedwyns (vai aqui as minhas muitas palmas para essa editora do meu <3).
     Com o lançamento de Ligeiramente Casados, o primeiro de uma série de seis livros, pudealimentar e aumentar ainda mais essa minha paixão por romances de época, uma relação de amor que cultivo seja com livros mais clássicos como os da tia Jane Austen (afinal, quem até hoje está esperando ou procurando seu Mr. Darcy por aí?) aos mais atuais como os das nossas amadas
Julia Quinn, Lisa Keyplas, Madeline Hunter, Hannah Howell e Loretta Chase.
 
"No inicio era apenas conveniência, mas eles acabaram se rendendo a uma ardente paixão."

     A família Bedwyn é uma típica família da aristocracia inglesa no período da Regência, composta por seis irmãos e comandada pelo mais velho deles, o Duque de Bewcastle (ou Wulf, para os íntimos xD); eles vão sendo guiados pelos costumes da época e por suas próprias tradições familiares, as
quais incluem seu enorme senso de honra e a fidelidade ao casamento (“quando um Bedwyn se apaixona é para vida toda”). Porém, diferentemente daquela família enorme, fofa e unida que estamos acostumados em ver na série Os Bridgertons, aqui nos livros de Mary Balogh veremos uma família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia, que em busca do amor, beiram o escândalo, e nos seduzem a cada página (Ai, ai...difícil não se apaixonar por eles).
     Neste primeiro livro, somos apresentados aos Bedwyns através do honrado coronel lorde Aidan Bedwyn, que para manter sua palavra de honra a um dos seus subordinados que estava à beira da morte, acaba se casando com a irmã do mesmo (srta. Eve Morris), a fim de protege-la “custe o que
custar”. Só meus queridos, que supostamente esse casamento deveria ser de conveniência, para ambos (diga-se de passagem), mas é claro que não é bem isso que ocorre.
     Enquanto que Aidan não planejava se casar (que novidade, kkkk) devido sua carreira de longo prazo na cavalaria, nossa mocinha, tenho que confessar, ganhou pontos de simpatia comigo pelo fato de não ser aquela protagonista bobinha que acha que buscar um casamento é sua única ambição de vida, pelo contrário, ela quer mesmo é ser independente e não busca a proteção de homem nenhum!
     Após a morte de seu pai, ela passa a ser a dona do solar Ringwood e de uma fortuna, mas isso só seria concretizado oficialmente se dentro do prazo de um ano após o falecimento dele, ela se casasse, caso isso não ocorresse sua herança seria passada para seu irmão Percival e consequentemente, para seus possíveis herdeiros. O prazo estipulado no testamento do pai estava quase terminando, Eve não havia se casado e seu irmão morre no campo de batalha sem deixar herdeiros, por isso a herança que seria dela passaria para seu primo Cecil (urgh!) Morris.

" - Eles não são incapazes. - Ela o encarou com o cenho franzido sentindo a raiva voltar. - São pessoas com quem a vida foi cruel."
 
     É nesse ponto que o casamento de conveniência ocorre: Aidan não vê outra opção para ajudá-la a se livrar do possível e humilhante despejo pelos novos proprietários, do que se casando com a mesma e com isso garantir a posse da herança à Eve. Mas, como condição deste casamento, eles não viveriam juntos e ninguém da família dele ou da aristocracia londrina saberia da existência dela; ele seguiria após as núpcias para a casa de campo dos Bedwyns e após 2 meses de sua licença, voltaria ao seu regimento na cavalaria, enquanto que a nova sra. Aidan Bedwyn, seguiria com sua vida no
campo, livre e independente para cuidar da propriedade e de seus moradores, além de gastar à vontade seu dinheiro com as obras de caridade que ela quisesse.
     Nem um nem outro se meteria ou interferiria na vida do conjugue, seria um casamento só no papel e nem ao menos voltariam a se falar ou se verem pelos próximos anos, bastava que ambos seguissem suas vidas sem causar danos ao outro. Mas, meus amadinhos, é claro que não é isso que ocorre (êêêêêê \o/\o/\o/\o/)! A ideia até que era plausível (sqn), porém, quando um lorde inglês, irmão e herdeiro de um duque (siiim, Aidan era o próximo na linha de sucessão ao ducado porque seu irmão não era casado e não tinha filhos) casa-se as presas com uma licença especial e é visto com a dita esposa por outros membros da aristocracia, circulando em plena Londres, é claro que mais cedo ou mais tarde essa fofoca quentíssima iria chegar aos ouvidos de seu irmão e se espalhar feito fogo no mato seco, por toda sociedade inglesa.
     Aí meu bem, é difícil tentar manter a esposa de mentirinha escondida para sempre no campo; das duas uma: ou a nova Lady Bedwyn tinha sido abandonada ou escondida da sociedade, porque seu marido e familiares tinha vergonha de suas origens. E tratando-se da honra da família Bedwyn, o duque de Bewcastle não deixará que o casamento (com um começo suspeito) de seu irmão e herdeiro, arruíne a reputação do coronel e da família (além, é claro, que nosso amigo Wulf, não deixaria passar a oportunidade de se intrometer e tentar conduzir a vida de um de seus irmãos).
 
"Ele não podia negar que se sentia encantado pela esposa. Ela era como uma promessa de primavera desabrochando no solo árido do inverno da vida dele."

     Bom meus queridinhos, o que vem a seguir é basicamente o desenrolar de um casamento de conveniência e o desabrochar de um afeto real entre os dois envolvidos, mas, para saber o que ocorre e como acontece, só lendo para ver (kkkkk, #NoSpoiler). Agora, o que eu quero comentar com
vocês são sobre os personagens secundários da série, porque meu bem, os irmãos Bedwyns são extremamente seduzentes e apesar da capa de frieza que cada um mantem, ao longo do livro vamos percebendo que é só capa mesmo, cada um ali esconde muito mais do que deixa transparecer na
superfície.
     Wulfric Bedwyn, duque de Bewcastle, é o mais velho dos seis irmãos e comanda a família e os empregados com punho de ferro, apesar de sua voz jamais se alterar seja para dar uma ordem seja durante uma discussão, só o seu olhar cinzento penetrante já consegue o que quer, e seus momentos de silencio chegam a ser mais perturbadores do que quando está falando (Wulf, Wulf, seu lobinho danado, estou ansiosa para ler seu livro, kkkkkkk); Rannulf Bedwyn, é o terceiro filho e herdeiro de sua avó, dono de um olhar expressivo e de uma beleza selvagem e sensual (cabeleira longa loira à la Thor *-----*) é tido pelos irmãos como o “gigante de cabelos claros” (ai, ai, ai, já quero
um pra mim >.<); Freyja Bedwyn, a mais velha das mulheres, dona de longuíssimos cacho loiros rebeldes (quase uma Rapunzel, mas com uma cabeleira que chega só até a cintura) e de um espirito livre, não possui bem o perfil de uma típica dama inglesa, pelo contrário, é rebelde, impulsiva, dona de uma língua afiada e ferina, orgulhosa (coração partido é foda para qualquer um, até para a aristocracia) e amante da vida no campo (daquelas que cavalga usando uma sela lateral, que aposta corrida com os irmãos e possui uma pele bronzeada sem se preocupar com possíveis manchas de sol), ou seja, ela é a representação perfeita de uma mulher de pulso forte (mais do que ansiosa para ler a história dela ^^).
     Alleyne Bedwyn, o caçula dos homens parece ser do tipo brincalhão, irônico e despreocupado (para o perfil da família, isso não quer dizer que ele não transmita uma imagem de poder e respeito quando é necessário). E por último, temos a caçula da família, Morgan Bedwyn, uma jovem alta de
dezessete anos, rebelde, obstinada, intempestiva, tida por todos como a “beleza da família”, porque foi a única que não herdou o tão característico nariz dos Bedwyns (kkkkk). 
     Como deu para perceber, cada um dos irmãos Bedwyn são donos de atrativas características e já nos leva a ansiar pelos próximos livros onde acompanharemos cada um deles se apaixonar (e nos fazer gamar ainda mais neles, arrancar suspiros pra quê se eles podem te enlouquecer por eles ¬¬). O
segundo livro, também já lançado aqui no Brasil, chama-se “Ligeiramente Maliciosos”, e conta a história de Rannulf, nosso gigante loiro favorito *------*, e possui uma capa pura sedução e malícia para fazer você ficar babando!
     Bom meus queridos, desejo-lhes de todo meu <3 que vocês sejam fisgados pelos Bedwyns assim como fui e que a cada livro se apaixonem mais e mais por cada irmão assim como eu estou. Até a próxima semana XOXO
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