quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Resenha #28 - Eu, Você e a Garota que vai Morrer

Livro: Eu, Você e a Garota que vai morrer
Autor: Jesse Andrews
Editora: Fábrica 231 (Editora Rocco)

Sinopse: Livro que deu origem ao filme vencedor do Festival Sundance 2015, nas categorias Público e Crítica, com estreia marcada para 12 de junho nos EUA, Eu, você e a garota que vai morrer é uma mistura perfeita entre drama e humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. Crossover com enorme potencial no segmento young adult, o romance é perfeito para fãs de livros e filmes como A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível.


     No início muito difícil de gostar; depois acha que não vai gostar; e então se sente bem,
e aí um pouco mais confortável, e, quando se percebe, já houve sua entrega ao livro e seu
envolvimento com a história.
     Greg só queria passar despercebido pelo ensino médio. Um adolescente sem
características físicas atraentes e nem mesmo uma personalidade marcante. Sua tática: ser
conhecido de todos mas não ser amigo nem aliado de ninguém.
     Earl é o único amigo de Greg. Ele nunca está de mal humor, ele é o mal humor em
pessoa. Vive em um lar desconstruído, com uma mãe problemática e irmãos descontrolados.
     Juntos, Greg e Earl, formam a pior dupla de cineastas que já se viu.
     Rachel? Bem, quem é Rachel? Isto até Greg está tentando descobrir. Conhecidos desde
crianças, sua obrigatória reaproximação de uma garota com a quem nem fala mais (sua mãe o
obriga) é o que o leva a confusas consequências.
     Sendo seu primeiro livro a ser publicado, o autor escreve a história de um jeito muito
peculiar. Com a narrativa em primeira pessoa, o autor nos surpreende ao escrever alguns
diálogos em forma de roteiro de cinema. Isto faz com que nossa leitura seja mais dinâmica.
     Um outro ponto interessante é como o personagem consegue nos fazer mergulhar em
seus pensamentos e assim fazer o leitor sentir o mesmo que ele sente durante todo o
processo: como lidar com uma amizade forçada com uma garota com quem ele nem falava
mais, sobreviver a uma amizade com uma pessoa super mal-humorada, se fazer entender em
uma família estranha e entender como sua carreira de cineasta não poderia ser pior.
     Ainda não parece atrativo, porém chega um ponto em que a pessoa está tão envolvida
que até se emociona. Um livro que nos ensina sobre amizade de uma forma diferente; que nos
faz ver as diferentes formas de lidar com os acontecimentos da vida; e que mostrar ao leitor
um jeito novo de se contar uma história.

Nota: 4/5
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